O futuro do Cooperativismo Financeiro, por Kedson Macedo

Acabamos de assumir mais um mandato de dois anos à frente da Confederação Brasileira de Cooperativas de Crédito (Confebras). Melhorar a eficiência operacional e focar na divulgação dos benefícios que as cooperativas de crédito propiciam à comunidade em geral são alguns dos maiores propósitos na nossa gestão.

Nossa chapa única, eleita por unanimidade pelas filiadas presentes, apresenta um fator inédito. Pela primeira vez os Conselhos de Administração e Fiscal e a Diretoria Executiva contam, na sua governança, com representantes dos Sistemas Sicoob, Sicredi, Unicred, Cresol, Ailos, CredSis, além de conselheiros indicados pela FNCC e pelo segmento das cooperativas independentes. Uma base democrática de grande capilaridade para ecoar com mais força a voz do movimento cooperativista.

Nosso Plano de Trabalho para o próximo biênio contempla 20 grandes ações estratégicas. Entre os destaques, a estruturação de um bureau de informações para centralizar os dados referentes às Cooperativas de Crédito no Brasil, a criação de uma plataforma digital para sediar fóruns de discussão sobre temas do setor e políticas para a sucessão das lideranças.

Junto com as demais entidades do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, queremos migrar dos atuais 4% para, no mínimo, 10% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), ao final de 2024. Temos potencial para isso: hoje no Brasil existem 918 cooperativas financeiras que congregam cerca de 10,5 milhões de associados. Esse enorme contingente já conhece as vantagens do cooperativismo de crédito: taxas de empréstimos menores, juros mais baixos que os bancos comerciais em todas as operações e rentabilidade adequada aos que têm perfil aplicador. Somado a isso, existem as sobras distribuídas anualmente para a massa de cooperados.

Na última década, as cooperativas de crédito registraram aumento sustentável e expressivo de 20% dos associados anuais em média, mesmo em anos difíceis marcados por crises econômicas e políticas. Entre as razões para esse incremento está o fato de serem sociedades de pessoas que visam a solidariedade financeira, enquanto o banco é uma sociedade capitalista que almeja o lucro em si.

Um dos diferenciais para atrair novas adesões é a existência do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que protege os recursos investidos pelos associados. Instituído há cinco anos, atualmente detém mais de R$ 1,0 bilhão, e é um sólido instrumento que garante os depósitos realizados em cooperativas de crédito por associados pessoas físicas e jurídicas – até R$ 250 mil por CPF, colocando o sistema em patamar de competição com os bancos tradicionais. O sistema tem todas as condições de crescer e a Confebras é a grande aliada neste caminho em defesa dos interesses do cooperativismo financeiro junto ao Banco Central, ao Legislativo e Executivo Federais e à sociedade brasileira.

Kedson Macedo, Presidente da Confebras


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