Entre o sim e o não de ser previdente, por Eliana Maziero

“A sociedade produziu uma revolução na medicina que aumentou a vida do homem, mas ela não foi capaz de criar uma revolução financeira que a sustentasse com dignidade.” (John F. Kennedy)

Os debates em torno da reforma da previdência e a estabilidade econômica têm propiciado uma oportunidade para as pessoas avaliarem com mais critério o destino dos seus investimentos. Esse movimento incentiva muitas trocas de informação sobre o comportamento financeiro da população e os rumos que o governo irá definir para gerar sustentabilidade e credibilidade.

Segundo o Banco Mundial, apenas 11% da população brasileira economiza para o futuro. As razões para não ser previdente são muitas, vão desde a cultura do país, educação e falta de conhecimento até os aspectos comportamentais e motivações inconscientes. Pense você mesmo, quantas desculpas já deu para não reservar uma parte dos seus rendimentos para investir em seus projetos? Verdade que, racionais ou não, todos esses motivos criam um conflito na tomada de decisão para o uso do dinheiro, em especial para guardá-lo para o futuro.

O crescimento da longevidade, aliado ao desejo de manter em idade avançada a mesma qualidade de vida que conquistamos, exatamente como apontou Kennedy, torna necessária a busca de alternativas para o complemento de renda em relação à previdência social. Por isso, os debates sobre a reforma da previdência e a estabilidade econômica propiciam avaliar com mais critério o destino dos investimentos. E ainda assim, a pergunta permanece: por que não reservar parte dos rendimentos para garantir um futuro melhor?

A nossa história sobre o dinheiro deixou marcas na memória e junto com outras variáveis da nossa mente exercem grande poder em nossas escolhas. Não aprendemos a poupar e dissociar o ato de economizar do estigma de privação ou sacrifício, tão pouco apreendemos na escola como lidar com o dinheiro.

É urgente reconhecer que a perda da capacidade laborativa caminha de mãos dadas com a necessidade de dispor reservas financeiras para sustentar o padrão de vida adquirido. É nesse exato ponto que surge o grande conflito: isso não é uma exigência imediata, uma vez que a realidade será revelada apenas no futuro, quando será tarde para construir uma poupança e custear a idade mais avançada.

O comportamento de poupar é precedido pelo conhecimento e motivações, que só nascem quando as pessoas têm acesso à informação sobre o assunto. Mais que isso, é preciso que ocorra uma compreensão sincera desses valores para atribuir significado e gerar mudanças de atitude. Caso contrário, continuaremos a culpar a sociedade por responsabilidades que são, antes tudo, de cada um de nós.

Não espere mais entre ser ou não previdente. Comece a ser agora. Comece por você.

Eliana Maziero é Gerente de Desenvolvimento Quanta Previdência Unicred


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